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( Teorias Optimistas :-)



“Queixamo-nos muitas vezes de que temos tão poucos dias bons e tantos dias maus, e parece-me que na maior parte delas nos queixamos sem razão. Se o nosso coração estivesse sempre aberto para gozar o bem que Deus nos manda todos os dias, teríamos força mais do que suficiente para suportar o mal quando ele aparece.

 

(...) dá-se com o mau humor o mesmo que com a preguiça. Ele é, inclusive, uma espécie de preguiça. Nossa natureza é propensa à indolência, mas quando fazemos um esforço para livrar-nos dela, o trabalho fica mole e encontramos no labor um verdadeiro prazer.

 

(...) Prega-se contra tantos vícios, mas não me consta que alguém se tenha ocupado do mau humor no púlpito.

 

(...) Dissestes que o mau humor é um vício; e isso me parece ser exagero.

 

Nada disso. E olha que sou ameno e não sei se merece tal nome algo com o que causamos tanto dano a nós mesmos e ao próximo. Não basta o fato de não podermos nos tornar mutuamente felizes? Temos ainda de nos privar um ao outro do prazer que cada qual pode gozar no íntimo do seu coração? Citai-me um só homem que, adoecendo de mau humor, seja não obstante, bravo o suficiente para dissimulá-lo, guardá-lo só para si, sem acabar com a festa dos que o rodeiam! Não será o mau humor muito antes uma insatisfação íntima com a nossa própria indignidade, um descontentamento com nós mesmo, que sempre vem atado a uma inveja, fomentada por uma vaidade insana? Vemos homens felizes cuja felicidade não é obra nossa e isso nos resulta insuportável. (...) Desgraçados aqueles que servem do poder que têm sobre um coração para lhes roubar as inocentes alegrias que brotam dele espontaneamente! Não há presente nem atenção no mundo que bastem para compensar um momento de prazer em si mesmo, envenenado pelo despeito invejoso de um tirano!”

 

                                                                                                                                                                                                                         GOETHE, Os sofrimentos do Jovem Werther, pp 50.



Escrito por Fernanda às 21h54
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Manual de etiqueta para usuários do Trensurb

 

 

Artigo I – sobre a HIGIENE

O mínimo que você deve fazer ao utilizar o transporte coletivo é não estar fedendo.

 

I – 1. Lave o cabelo

Não é porque está frio que vamos perdoar o seu cabelo seboso. Caso sofra de caspa devido à água muito quente: 1. Tome banho frio.    2. Peloamordedeus, use um shampoo anti-caspa.

 

I – 2. Lave as orelhas

É extremamente desagradável viajar ao lado de um orelha-suja. Certifique-se se você não é um deles.

 

I – 3. Escove os dentes e a língua

Não torture os seus colegas de banco com o seu mau-hálito matinal enquanto boceja.

 

I – 4. Mantenha as unhas das mãos e dos pés limpas e cortadas

Não interessa se estava 0ºC até ontem. Se você que colocar os dedinhos de fora, dê uma geral nas unhas antes!

 

I – 5. A limpeza do nariz deve ser feita em casa ou em locais fechados.

Não divida com o vagão inteiro este seu momento de higienização pessoal.



Escrito por Fernanda às 12h31
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Artigo II – sobre o COMPORTAMENTO

Mostre que a sua mãe fez um bom trabalho e que você não é mais um mal-educado no mundo, mesmo que todo o resto do vagão o seja.

 

II – 1. Espere as pessoas saírem do vagão, para então entrar (pelo lado direito da porta, como indicam as flechas)

A gente entende que você tem pressa, mas isso não justifica má-educação.

 

II – 2. Não atropele as pessoas.

Se o seu destino for sentar, você irá sentar. Se Deus resolveu castigá-lo a ir em pé até a estação Sapucaia, paciência. Atropelar as pessoas ou até mesmo voar por cima delas, não vai adiantar.

 

II – 3. Não sente nos bancos reservados para deficientes, idosos, gestantes ou pessoas com criança no colo.

A não ser que você seja deficiente, idoso, gestante ou carregue uma criança no colo.

 

II – 4. Aprenda a contar

Se você não tem noção de quantas pessoas cabem em cada banco do trem, use a lógica, não a experimentação. Cada banco foi feito para suportar uma determinada quantidade de bundas, alterando apenas essa contagem para menos bundas, quando houver entre elas um bundão; nunca para mais.

 

II – 4. Se você está apaixonado, que bom, mas o trem inteiro não precisa saber

Evite demonstrações calorosas e/ou barulhentas dentro do vagão. Lembre-se que os mal-amados não terão para onde fugir e serão severamente torturados ao olhar estas cenas.

 

II – 5. Maneire no tom de voz.

Seja no celular ou com o amigo que não vê há 8 anos, não grite. Novamente, as pessoas não terão para onde fugir ao ouvir os seus berros.

 

II – 6. Deixe sua sexualidade em casa.

No trem todos devem ser assexuados para você, nada de ficar secando as pobres meninas, que ainda precisam aturar o seu olhar bagaceiro durante 45 minutos.



Escrito por Fernanda às 12h31
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Artigo III – do CONTATO FÍSICO

Evite, ao máximo, tocar as pessoas. Cada um tem o seu território e é péssimo tê-lo invadido.

 

III – 1. Não esfregue sua barriga (gorda ou magra) na cara das felizes pessoas que conseguiram sentar.

Existem suportes para se segurar ao ficar em pé no centro do vagão. Os suportes nas laterais servem para guardar bagagens, não pra se pendurar!

 

III – 2. Não esfregue sua bunda nas costas das felizes pessoas que conseguiram sentar de frente.

O mesmo vale para bolsas, sacolas e afins, que ficam pendurados no seu braço, fora do controle de território e, inevitavelmente, acabam sendo esfregados nas pessoas.



Escrito por Fernanda às 12h30
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Artigo IV – da VESTIMENTA

A baixa verba para este tipo de compra não justifica o mal-gosto. Na dúvida, use o básico.

 

IV – 1. Pernas de fora.

Só se você estiver procurando sexo.

 

IV – 2. Barriga de fora.

Peloamordedeus, NÃO (item válido para homens e mulheres).

 

IV – 3. Pêlos.

        3.1 Mulheres: O único tipo de pêlo que pode aparecer são os cabelos, cílios e sobrancelhas (devidamente cortados e cuidados, lógico). Elimine todos o resto do campo de visão de terceiros.

        3.2 Homens: Evite regatas que deixem o seu lado macaco aparecer. Mantenha bigode e barba limpos e aparados.

 

IV – 4. Roupas de inverno.

Se você é usuário de naftalina no armário, certifique-se que o cheiro foi eliminado antes de sair desfilando seus sobretudos por aí.

 

IV – 5. Roupas de verão.

O calor não justifica a ausência de roupas. Escolha tecidos leves mas que tapem o seu corpo!



Escrito por Fernanda às 12h30
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Artigo V – das PROIBIÇÕES

Se apenas o bom-senso não funciona, é necessário que algumas coisas sejam PROIBIDAS, afim de que a ordem e o progresso permaneçam no trem.

 

V – 1. É expressamente proibido o uso do palito de dentes.

O mínimo que se espera é que você tenha escovado os dentes antes de sair de casa.

 

V – 2. Evite consumir alimentos que exalem odores muito fortes.

Prefira bolachas e afins, mas lembre-se que o chão do vagão não é lixo para você atirar o pacote vazio!

 

V – 3. Regata de furinhos, definitivamente NÃO.

Não são necessárias maiores explicações sobre o assunto.

 

V – 4. Não puxe papo com estranhos.

Não somos obrigados a conversar com você, mas não queremos ser mal-educados.

 

 

Cumprindo este manual você será uma pessoal mais agradável de se conviver numa viagem de trem.



Escrito por Fernanda às 12h30
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Depois de um tempo parada, voltei a divagar sobre a vida, sobre as pessoas na rua e ainda sobre as criaturas no trem. A conclusão mais interessante que cheguei nos últimos dias, é a
 Teoria do Beijo Bom e do Beijo Ruim. 

Quando o beijo é ruim - seja porque o dono da boca não é o que você sonhava ou mesmo pela falta de coordenação do movimento dos lábios, maxilares e língua - você pensa enquanto beija. Pensa na morte da bezerra, pensa em quanto tempo falta pra acabar o filme e você poder ir embora do cinema, pensa naquela blusa linda que você viu e não comprou, pensa no trabalho da faculdade que ainda não fez, pensa até que vai chover e você esqueceu o guarda chuva.

No beijo bom, você esquece. Esquece do tempo, esquece onde está, esquece tudo ao redor. No mundo só existem suas almas, porque até os corpos se perdem no esquecimento do beijo. Você não lembra de ir embora, não lembra das horas, nem lembra ao menos onde mora. Não que o pensamento se encontre no beijo, pois simplesmente não há pensamento. No beijo bom não se pensa, se sente.



Escrito por Fernanda às 21h07
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Algum tempo desaparecida mas retorno ainda uma vez antes da hibernação de inverno.

Por falar em inverno, preciso URGENTEMENTE de um radinho, walkman, toca fitas, "meu primeiro gravador Gradiente", qualquer coisa para escutar no trem!!!! E se não ficar muito chato, também uma máscara pra me proteger dos vírus.
Com essa mudança louca de temperaturas (calor-infernal-chuva-frio-calor-infernal-de-novo) as pessoas começam a ficar doentes e, não satisfeitas, saem nas ruas espalhando o vírus através de espirros nojentos e tosses catarrentas. Algumas exageram ainda mais:adoram lugares lotados e fechados, como o trem.
Pra me proteger, pelo menos psicologicamente dessas doenças, o mais indicado é dormir e não escutar as fungadas, espirros e afins.
Então, por esses motivos, estou solicitando para o meu plano de saúde que libere a compra de um iPod através da minha carteirinha da Unimed. É uma questão de prevenção.



Escrito por Fernanda às 18h56
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Correria de trabalho, aulas e compras.
Eu só queria saber se vai demorar muito pra eu me aposentar, ter tempo e dinheiro pra fazer as coisas...



Escrito por Fernanda às 21h52
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Depois de alguns feriados de final de ano e carnaval, a Páscoa promete ser o melhor de todos...

Escrito por Fernanda às 16h52
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MEU PRIMEIRO VERÃO NA CIDADE - Parte III

O verão está acabando e eu continuo viva.
Porto Alegre não me matou no verão, até pude aproveitar algumas coisas que eu não tinha oportunidade antes, como o "Porto Verão Alegre" e o "Liquida Porto Alegre".

Esse final de semana foi a despedida da praia, com direito a sorvete de nozes.
Chega de Santo Anjo, chega de dormir no ônibus e vir trabalhar direto na segunda-feira.
Chega de sol e mar (que por sinal estava maravilhoso domingo). Chega de pessoas bonitas. Chega de churrasco no sábado. Chega de café da manhã na sacada. Chega de tudo isso. Pelo menos até a Páscoa.

 



Escrito por Fernanda às 14h04
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Há séculos não há mais listas, nem reclamações do metrô, nem números da noite...
Será que a Fernanda morreu?

 



Escrito por Fernanda às 20h06
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Hoje é meu aniversário!!!!

Esqueçam a ressaca do carnaval e venham me cumprimentar no Charla.
(Travessa Comendador Batista, 79. Quase esquina com a República)

Além da minha maravilhosa companhia, nesta quarta tem

Coqueiro verde
Samba Rock
Ingresso R$ 5,00 e consumação R$ 5,00



Escrito por Fernanda às 17h14
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MEU PRIMEIRO VERÃO NA CIDADE - Parte II

É incrível como no verão parece que as coisas se multiplicam: as pessoas saem mais de casa e ficam perambulando com seus corpos gordos e suados pelo centro, pelo metrô, pelas lojas e por perto de mim. É gente que não acaba mais. O que essas pessoas  fazem em Porto Alegre num calorão de janeiro? Porque não ficam em casa, na frente do ventilador olhando Sessão da Tarde? É incrível também como, no infinito banco do trem, sempre cabe mais uma bunda. E algumas pessoas voam. Juro. Vi uma mulher voar por cima de três pessoas para pegar o lugar que vagara. E as crianças, pobres bebês entrochados em xales, mantas e cobertores, vestindo grossas meias de algodão e... suaaaando. Desidratação infantil se dá neles por suor excessivo, não por diarréia. É o verão. Mais um verão em nossas vidas. Meu primeiro verão na cidade.



Escrito por Fernanda às 17h21
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 Começo de 2005 tranqüilo, com muitos pedidos e oferendas pra Iemanjá.

Vamos ver se aquela mal-agradecida realiza algum pedido esse ano!!!

 

Virada, inacreditavelmente, sem chuva em Garopaba.

Bronzeado maximizado, guarda-sol usado no restante dos dias.

Sorvete de nozes, duas vezes.

 

Domingo, o melhor dia do ano: sono, sorvete, passeio pela praia, banho de mar, compras e galeto.



Escrito por Fernanda às 11h04
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